7 de maio de 2009

Mais um grito revoltado - Desdém

Essas casinhas sem reboco

É onde habitam meus irmãos

Que amontoam-se em montes ocos

De indiferença e solidão.

Renegados, num mundo marginal

- a capital está na floresta

ou a floresta na capital? –

Meu povo franze a testa

Preocupado com o céu que cai do céu.

- Enquanto aqui pessoas morrem

Lá no Rio dançam “créu”. –

Agora, dor meu povo sente

E o sul/sudeste esquecem

Que Aqui, no Nordeste, também tem gente.

6 comentários:

Paulo César di Linharez disse...

Maranhense é gente II


Ficou legal, cara

Elis A. Martins disse...

É lamentável a realidade brasileira, e todos aqui se acostumaram a usar uma "venda" nos olhos.



=/

404 Not Found disse...

achei sério e engraçado, tudo junto.
gostei muito.

Izabella A. disse...

boooa ;

TéoMalvine. disse...

Muito bom, mas no Rio dançam Créu até que chega o fim do baile de baixo de tiros de escopeta e fogetes acesos pelas crianças, que aqui também não têm escolaridade, mas ao menos têm infância[nem em todos os casos, né?] A crítica não é ao texto, só a esse trecho. Abraço...

Anônimo disse...

Solidariedade seletiva... Isso dá arrepios.

(Fiago)