14 de fevereiro de 2010

I
noutros tempos
a poesia,
hoje
um tweet.
em versos não estampo
novidades:
vendo por quilo
poemas em crise.

mas ainda há peito
e pois poeta.
não sou daqueles
bustos bronze em praças
- e que quadrado um que estava lendo,
mas isto é papo pra outro assunto...

II
quanta sujeira decora a cidade!
poluem nossa própria estima...
com moscas disputo meu tira-gosto,
na areia,
calmo caga um cachorro...

pelos becos, se esvaem mistérios.
o lixo se escancara,
o odor exala
e a merda, abunda.

até na praça daquele
poeta, alheio ao povo, mas
dos governantes,
sob os pés nos brota
mais um rio esgoto -
desgosto puro às narinas.

-bem, o povo que se acostume...
a se indignar!

11 comentários:

Jéssica Mendes disse...

Eu me encontrei aí =X

Infinity disse...

Fazia tempo que eu não lia um poema tão extenso que não disse nada. Parece até que o autor o escreveu só pra desencargo de consciência, como se tivesse que cumprir a obrigação de postar no blog.

Paulo César di Linharez disse...

Bem, o mais interessante da linguagem humana é isso: a diversidade de entendimentos que ela pode suscitar. Um poema extenso? Nossa.
Enfim, continue visitando o "Os Salvadores Daqui".

Abraços

espetinho disse...

ai, que ódio que me dá!

Aurélio disse...

nooossa, que alívio achar um blog tão meu (me apropriei :D) em são luís! galera, parabéns e muita inspiração.

Cês rolaram saraus por aí? quando? vai ter de novo? :O

João disse...

nossa,aorei os poemas,adorei tambem o fato de vocês serem conterraneos,parabéns!
(imperatriz manda abraços)

Dani disse...

Oi! Tem selo Prêmio Dardos para vc no meu blog!

http://www.suburbanamente.blogspot.com/

Abraços

Veras Race Team disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ticiana Almeida disse...

'calmo caga um cachorro...'
hoje em dia a pressa pros cachorros é tão comum quanto pra nós...soltar um barro calmamente faz bem pro seu dia

Natália Dino disse...

Muito bom, muito bom!
Qual foi a minha surpresa e o gosto de entrar aqui e ver poesia jovem, fresca, pulsando maranhês!
E não podia deixar de observar que teu poema me lembrou demais um outro conterrâneo nosso! "Seu nome seu nome era... Perdeu-se na carne fria. Perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia"

Fóssil disse...

Ou que se acostumem ao fedor. Ultimamente, vejo mais isso.